quinta-feira, julho 16

Guarapuava registra elevação de 2,56% na inflação em um ano, revela novo índice

Apesar de uma diminuição de 0,21% em junho, a inflação acumulada nos últimos 12 meses em Guarapuava subiu para 2,56%. Esses dados foram obtidos através do Índice Ipardes de Preços Regional – Alimentos e Bebidas (IPR – Alimentos e Bebidas), que é monitorado mensalmente. No total, de janeiro a junho de 2026, a Capital da Cevada e do Malte mostrou uma variação de +4,23% nesse indicador.

De julho de 2025 até junho de 2026, a cenoura se destacou como o principal responsável pela alta dos preços no mercado local, com um aumento impressionante de 199,61%. O repolho ocupa o segundo lugar, com um crescimento de 83%, seguido pelo pepino (+76,33%), melão (+58,93%) e batata-inglesa (+52,93%).

Em comparação regional, o índice acumulado nos últimos 12 meses até junho apresentou variações distintas: Pato Branco teve alta de 3,28%, Cascavel registrou +2,82%, Curitiba +2,65%, Ponta Grossa +2,64% e Guarapuava +2,56%. Londrina marcou +2,41%, Foz do Iguaçu +2,36%, Maringá +1,91% e Umuarama apenas +0,28%.

O subgrupo de tubérculos, raízes e legumes viu aumentos significativos: Londrina (+52,46%), Curitiba (+51,34%), Foz do Iguaçu (+49,02%), Maringá (+47,12%), Pato Branco (+46,22%), Ponta Grossa (+45,67%), Cascavel (+44,62%), Guarapuava (+40,54%) e Umuarama (+37,17%). Em contrapartida, as quedas mais notáveis na carne suína foram em Ponta Grossa (-20,22%), Guarapuava (-19,11%), Foz do Iguaçu (-18,15%), Umuarama (-16,15%), Londrina (-15,89%), Curitiba (-15,72%), Pato Branco (-13,37%), Maringá (-13,18%) e Cascavel (-13,04%).

No que diz respeito aos aumentos anuais dos preços dos alimentos em todos os municípios analisados pela pesquisa realizada em Guarapuava e nas cidades vizinhas entre julho de 2025 e junho de 2026. A cenoura foi o item que mais subiu: em Curitiba cresceu 258,91%, seguida por Ponta Grossa (204,46%), Londrina (202,68%) e Guarapuava (199,61%). As quedas mais acentuadas foram observadas no pernil suíno: -28.43% em Ponta Grossa e -28.22% em Umuarama.

No Paraná como um todo apontou um índice acumulado de 2.32% ao longo dos últimos doze meses em comparação com o resultado anterior de 1.96% até maio. Os subgrupos que mais contribuíram para esse aumento foram os tubérculos e legumes (45.94%) além das hortaliças (19.40%). Entretanto houve quedas expressivas nos preços da carne suína (-16.13%), sal e condimentos (-8.84%) e ovos de galinha (-8.45%).

JUNHO
No mês passado no Paraná o IPR – Alimentos e Bebidas apresentou uma diminuição de 0.18%. Entre as principais reduções destacaram-se a carne suína com -5.14% e frutas com -2.67%, que contribuíram com -0.18 pontos percentuais (p.p.) e -0.12 p.p., respectivamente para o índice geral.

Dentre os produtos avaliados na pesquisa constataram-se quedas como a da melancia (-11.15%), pernil (-9.02%), laranja-pera (-6.74%), lombo/paleta suína (-5.61%) e maçã (-4.83%).

A oferta crescente da carne suína devido ao aumento no número de abates no primeiro trimestre pressionou os preços para baixo no mercado interno. A redução nos preços das frutas está associada à diminuição no consumo provocada pelas temperaturas amenas e pelo alto volume em estoque.

Em contrapartida os grupos tubérculos raízes e legumes (+4.28%) além dos cereais (+3.98%) causaram as maiores pressões inflacionárias com contribuições totais de +0.16 p.p no índice final de junho. Especificamente foram vistos aumentos significativos como o do pepino (23.93%), feijão carioca (12.60), feijão preto (11.22), alho (10.28), cebola (9.59) e abobrinha (7.57).

A produtividade do feijão carioca e feijão preto foi afetada por períodos prolongados de estiagem seguidos por geadas pontuais resultando numa oferta reduzida desses produtos alimentícios essenciais ao consumidor brasileiro.

No cenário regional as flutuações mensais mostraram uma tendência negativa geral: Curitiba teve a maior queda com -0.37%, seguida por Cascavel (-0.36%), Umuarama (-0.33%), Guarapuava (-0.21%) e Foz do Iguaçu (-0.18%). Apenas Ponta Grossa registrou leve alta com +0.05%.

Para a carne suína verificou-se uma redução significativa nos preços: Foz do Iguaçu teve -7.67%, Cascavel -5.87%, Londrina -5.63%, Guarapuava -5.56%, Maringá -5.55%, Pato Branco -4.26%, Ponta Grossa -4.17%, Curitiba -3.85% e Umuarama -3.61%. Por outro lado o grupo dos tubérculos raízes legumes apresentou altas expressivas como em Foz do Iguaçu (+7.47%) Guarapuava (+7,.06) Curitiba (+4,.62) Ponta Grossa(+4,.56) Pato Branco(+4,.23)Umuarama(+4,.11)Londrina(+2,.42)Maringá(+2,.36)e Cascavel(+1,.84).

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