O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), apresentou na última quinta-feira (22) o Boletim Conjuntural, que revela um aumento nas exportações do complexo soja, composto por soja em grão, farelo de soja e óleo de soja. Além disso, os preços do café no varejo no Paraná mostraram-se mais atrativos para os consumidores.
Entre janeiro e setembro de 2026, o Paraná registrou a exportação de 12,79 milhões de toneladas do complexo soja, representando um crescimento de 3% em comparação ao mesmo intervalo de 2025. A receita gerada alcançou US$ 5,76 bilhões, com um incremento de 13%. Dentre os produtos exportados, a soja em grão correspondeu a 71%, seguida pelo farelo de soja com 24% e o óleo de soja com 5%. A China é o principal importador desse complexo, absorvendo 58% das exportações, enquanto o Irã figura como segundo maior comprador com pouco mais de 8%.
No total, o Paraná exportou para 24 países durante esse período. Em termos nacionais, as exportações do complexo soja totalizaram 121,58 milhões de toneladas, apresentando um aumento de 8%, com uma receita total de US$ 52,17 bilhões, um crescimento de 17%.
Referente à safra de verão, o plantio da soja no Paraná enfrentou uma desaceleração devido ao excesso de chuvas na semana anterior. Até agora, apenas 47% da área planejada foi semeada, uma queda em relação à média acima dos 55% observada nas três últimas safras.
HORTICULTURA
Em 2025, a região Sudoeste do Paraná foi responsável por 5,3% da área cultivada, 6,2% da produção e contribuiu com 4,1% do Valor Bruto da Produção (VBP) da olericultura no estado. Nessa área foram colhidas cerca de 189,8 mil toneladas em uma extensão de 6,1 mil hectares, resultando em um VBP estimado em R$ 309,6 milhões.
Na fruticultura localmente produzida, a participação foi menor: apenas 4,5% da área utilizada e 3,4% da produção total do estado. O VBP atingiu R$ 163,2 milhões com uma colheita de 50,2 mil toneladas em uma área cultivada de aproximadamente 2,5 mil hectares. Enquanto os indicadores da olericultura estão se recuperando após uma leve queda anterior, a área destinada aos pomares continua diminuindo.
PECUÁRIA
No que diz respeito ao mercado do boi gordo em São Paulo, observou-se uma redução na diferença entre os preços do animal e da carcaça no atacado durante o mês de outubro. Essa tendência é atribuída à oferta limitada de animais prontos para abate que sustenta os valores praticados.
Nos primeiros sete dias úteis deste mês de outubro, o Brasil exportou cerca de 61,3 mil toneladas de carne bovina in natura. Este número representa uma queda próxima a 40% na média diária em relação ao mesmo período do ano passado. Nos primeiros nove meses deste ano as exportações acumuladas somaram cerca de 2,37 milhões de toneladas – uma diminuição de 1,3% quando comparadas ao mesmo intervalo do ano anterior.
