Com um investimento que ultrapassa R$ 650 milhões, o Moegão será uma obra fundamental para concentrar a descarga ferroviária de soja, milho e farelos no Porto de Paranaguá, além de promover a distribuição automatizada das cargas para os 11 terminais
A Portos do Paraná foi agraciada com o prêmio na categoria Desenvolvimento Portuário “Ingeniero Valentín Morán” durante a 2ª edição dos Prêmios Legado AAPA Latam 2026, reconhecendo o projeto do Moegão. O anúncio ocorreu nesta terça-feira (27), e a cerimônia de premiação está programada para o Congresso Anual da AAPA Latam 2026, que acontecerá entre os dias 1º e 4 de dezembro, na Guatemala.
Essa premiação visa destacar projetos que promovem a modernização e o crescimento da infraestrutura portuária na América Latina e no Caribe. Em outras ocasiões internacionais, a Portos do Paraná também recebeu distinções por suas iniciativas em sustentabilidade, gestão eficiente e integração entre o porto e a cidade.
Em 2025, a autoridade portuária obteve reconhecimento no AAPA Lighthouse Awards, que abrange países da América do Norte, nas categorias de Excelência em Comunicação e Relações Públicas, Excelência em Práticas Administrativas e Excelência em Práticas Ambientais. Em 2023, foi destacada pela realização da Corrida do Porto na categoria Eventos Especiais.
“Estamos recebendo este prêmio como uma celebração pelo desenvolvimento do Moegão, que representa um marco na engenharia portuária em nível global. Essa conquista reflete o esforço e a dedicação de toda nossa equipe em busca da excelência operacional, sempre focando nas pessoas e no progresso da cidade”, declarou Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná.
AGILIDADE, CAPACIDADE E SEGURANÇA – O Prêmio Legado é concedido a iniciativas que promovem gestão eficaz e projetos estratégicos voltados para a modernização da infraestrutura portuária. Com um investimento superior a R$ 650 milhões, o Moegão se configura como uma obra essencial para centralizar a descarga ferroviária de grãos no Porto de Paranaguá, permitindo uma distribuição automática das cargas pelos 11 terminais do Corredor de Exportação Leste.
Este novo sistema deverá aumentar a capacidade diária de recepção ferroviária de cerca de 550 para até 900 vagões, representando um incremento aproximado de 63%. Além disso, terá potencial para receber anualmente até 24 milhões de toneladas de grãos e farelos.
“O Moegão é um projeto desenvolvido especificamente para as necessidades do Paraná. Desde 2020, em parceria com o Governo do Estado e nossa comunidade portuária, trabalhamos nesse projeto singular. Ao final de 2026, estaremos entregando essa obra que revolucionará a logística portuária no segmento ferroviário”, complementou Luiz Fernando Garcia.
Além disso, o plano reestrutura a circulação interna e redefine as infraestruturas ferroviárias e rodoviárias na área leste do porto. A diminuição das interferências rodoferroviárias de dezesseis para cinco promete aumentar a segurança operacional e reduzir paradas desnecessárias.
Na mesma edição do Prêmio Legado, outros vencedores incluem a Administración Nacional de Puertos do Uruguai e a Terminales Portuarios Euroandinos Paita S.A., do Peru. A entidade uruguaia foi laureada com o Prêmio de Desenvolvimento Sustentável “Agustín Díaz” pelo seu projeto voltado à Inovação em Engenharia Portuária Sustentável. Por sua vez, o terminal peruano recebeu o prêmio “Armando Duarte Peláez” pela iniciativa TPE – WISTA Peru focada no desenvolvimento do talento feminino através de mentoria.
RECUPERAÇÃO AMBIENTAL E GERAÇÃO DE RENDA – Além do Moegão, a Portos do Paraná também inscreveu o Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) na categoria Desenvolvimento Sustentável “Agustín Díaz”. Essa categoria busca reconhecer iniciativas que visam à sustentabilidade nas operações portuárias com ênfase na minimização dos impactos ambientais e eficiência energética.
O PRAD tem como meta restaurar a vegetação das margens dos rios que desaguam no estuário de Paranaguá. Este programa pretende reduzir o aporte sedimentar nas áreas navegáveis, diminuindo assim as dragagens necessárias para manter os calados adequados às operações porto.
O projeto abrange a recuperação de 40 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs) localizado no município costeiro de Antonina. A proposta integra aspectos como conservação ambiental, produção agrícola sustentável, geração de renda local e educação ambiental junto à participação comunitária.
Os benefícios proporcionados vão além das áreas diretamente recuperadas; a recomposição da vegetação ajuda na preservação da biodiversidade local, favorece a captura de carbono e protege os recursos hídricos. Ademais, ao controlar o aporte sedimentar nos rios locais poderá ser reduzida também a frequência das dragagens necessárias para garantir operações portuárias eficientes.
Fonte: GCom Portos do Paraná
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