terça-feira, julho 21

Copel leva energia solar a comunidades insulares do Litoral paranaense

Placas solares foram instaladas individualmente em 215 residências e estabelecimentos comerciais, com baterias que garantem autonomia de 48 horas

A Copel finalizou a implementação de sistemas de energia solar em diversas ilhas do Litoral paranaense. Com um investimento total de R$ 20 milhões, essa iniciativa beneficia diretamente 215 usuários em 11 comunidades da área litorânea, proporcionando acesso à energia renovável.

As instalações foram realizadas em 21 unidades na Ponta Oeste da Ilha do Mel, localizada em Paranaguá; 17 unidades na aldeia Pindoty, dentro da Terra Indígena Ilha da Cotinga, também em Paranaguá; além de 177 instalações distribuídas por nove comunidades tradicionais no Parque Nacional do Superagui, em Guaraqueçaba. As localidades atendidas incluem Abacateiro, Ararapira, Barbados, Barra do Ararapira, Canudal, Saco do Morro, Sibuí, Vila Fátima e Vila Rita.

Os sistemas consistem em placas solares instaladas individualmente em residências e comércios, além de baterias com autonomia para armazenar a energia gerada durante o dia para uso noturno. Essas estruturas asseguram um consumo mínimo de 80 quilowatts-hora (kWh) mensalmente, podendo atingir até 128 kWh/mês durante períodos de maior radiação solar.

Esse fornecimento energético possibilita que os moradores utilizem eletrodomésticos comuns como geladeiras, máquinas de lavar roupas tipo tanquinho, televisores e computadores, além de outros aparelhos como ventiladores e rádios.

Além disso, a Copel planeja instalar sistemas solares para aquecimento de água com boiler por meio do Programa de Eficiência Energética (PEE). Esses sistemas são independentes das placas solares e utilizam a energia solar para aquecer água através de coletores que armazenam o líquido em reservatórios térmicos para uso posterior.

Isolina Dias Mendonça, uma professora aposentada da comunidade Vila Fátima em Guaraqueçaba, expressou sua satisfação com a chegada da energia limpa. Ela destacou que agora é possível substituir o lampião a gás e desfrutar de facilidades como carregar celulares. “Isso é emocionante para nós. Essa energia vai atender às necessidades da nossa comunidade”, comentou.

Hamilton Amorim Lopes, pescador também residente na Vila Fátima, vê a introdução da energia solar como um grande avanço. “Esperamos por isso há muitos anos. Antes usávamos lâmpadas alimentadas por bateria de carro que duravam pouco. Agora podemos ligar televisão, geladeira e ventilador”, celebrou.

TECNOLOGIA – O diretor comercial da Copel, Julio Omori, destacou que as baterias empregadas são um diferencial tecnológico do projeto. “Com as baterias de íons de lítio com fosfato de ferro, oferecemos um sistema muito mais confiável”, afirmou.

A escolha pela energia solar foi considerada a melhor alternativa para essas comunidades isoladas devido a dois fatores principais: primeiro pela evolução tecnológica e melhoria no rendimento dessa fonte; segundo pela baixa necessidade de manutenção da energia solar, o que facilita o atendimento em áreas remotas.

SISTEMAS INDIVIDUAIS – A opção por sistemas individuais ao invés de coletivos se justifica pela possibilidade de gestão autônoma dos moradores sobre suas instalações. Além disso, esses sistemas têm menor impacto ambiental quando comparados aos coletivos nas áreas protegidas onde foram implementados. “A intervenção ambiental é praticamente inexistente sob aspectos como licenciamento ambiental e supressão vegetal. É uma instalação menos intrusiva e mais rápida”, ressaltou.

MEDIDORES INTELIGENTES – Este projeto inclui medidores inteligentes que estão sendo instalados atualmente. Isso permitirá um monitoramento contínuo e remoto das condições das 215 residências equipadas com os sistemas a partir de Curitiba. Os clientes também poderão acompanhar seu consumo pelo aplicativo da Copel.

Esses medidores vão possibilitar à companhia intervenções preventivas e reduzir a necessidade de ações corretivas. “O mesmo tipo de medidor inteligente já instalado em mais de dois milhões de consumidores agora também está disponível para esses clientes, permitindo um acompanhamento detalhado do consumo e detectando eventuais anomalias nos sistemas”, explicou Omori.

Essa conquista foi possível graças ao apoio de várias instituições, incluindo o Ministério Público do Paraná.

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