quinta-feira, outubro 1

Setores de serviços e construção lideram criação de empregos em Guarapuava em 2026

Até o final de agosto de 2026, Guarapuava contabilizou 19.848 novas contratações e 19.528 demissões no setor formal de emprego. Com isso, a cidade obteve um saldo positivo de 320 postos de trabalho com carteira assinada, representando uma variação de 0,70%. O total de vínculos ativos na cidade é de 45.912, conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que foram publicados recentemente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O Caged é uma fonte essencial para a análise do mercado de trabalho no Brasil, sendo atualizado mensalmente. Criado para monitorar e fiscalizar o processo de admissão e demissão sob as normas da CLT, seu propósito é auxiliar trabalhadores desempregados e oferecer suporte em ações contra o desemprego. Desde 1986, serve também como base para o pagamento do seguro-desemprego e, mais recentemente, tem se tornado um recurso importante para a reciclagem profissional e reinserção dos trabalhadores no mercado.

Analisando os dados, observa-se que o setor de serviços foi o principal responsável pela criação de empregos em Guarapuava no período considerado. Entre janeiro e agosto desse ano, essa área gerou 859 novos postos, já que as admissões totalizaram 7.291 enquanto as demissões somaram 6.432.

Em segundo lugar está o setor da construção civil, que lida com planejamento e execução de obras. Este segmento criou 114 novas vagas na cidade, com um total de 1.874 contratações e 1.760 desligamentos até agora.

Por outro lado, três setores apresentaram resultados negativos ao longo desses oito meses em Guarapuava: agropecuária (-413), comércio (-183) e indústria (-57).

A situação em Guarapuava reflete uma tendência observada em todo o Brasil, onde todos os setores econômicos mostraram crescimento. O setor de serviços liderou com a adição de 697.859 postos (+3,05%), seguido pela construção civil com 200.431 postos (+6,79%), enquanto a indústria viu um aumento de 170.442 postos (+1,90%). A agropecuária também teve um desempenho positivo com um saldo de 56.024 vagas (+3,09%), assim como o comércio que registrou 9.300 novos empregos (+0,09%).

Nos últimos doze meses analisados (setembro de 2025 a agosto de 2026), o país registrou um crescimento total de 887.708 postos (+1,87%).

Considerando os dados do Novo Caged até agora em 2026, houve uma expansão de 2,41% nas oportunidades formais no ano, resultando em um total acumulado até agosto de 1.134.033 novos postos criados.

AGOSTO
No mês de agosto específico para Guarapuava, houve a adição positiva de 177 novos postos de trabalho devido a 2.766 contratações contra 2.589 desligamentos.

O setor que mais contribuiu foi o dos serviços com a geração de 128 novas vagas; na sequência vem o comércio que adicionou +98 postos à lista; enquanto a agropecuária teve um acréscimo modesto com mais 20 empregos criados. Em contrapartida, tanto a indústria quanto a construção civil tiveram perdas significativas: -43 e -26 postos respectivamente.

No âmbito nacional, o mercado formal também apresentou crescimento em agosto com a criação de 165.827 novos empregos resultantes de 2.294.563 admissões e 2.128.736 demissões no mês anterior. Com esse resultado positivo, o estoque total chegou a impressionantes 48.244.696 vínculos ativos até agosto deste ano, acumulando uma criação total de empregos igual a 1.134.033 desde janeiro.

Ao longo do ano completo até agora foram registrados aumentos nos cinco principais grupos econômicos do Brasil: Serviços (+697.859), Construção (+200.431), Indústria (+170.442), Comércio (+9.300) e Agropecuária (+56). O saldo em agosto também foi favorável em todos esses setores.

A evolução do emprego foi significativa em todos os estados brasileiros durante agosto; São Paulo destacou-se com +42.533 novos postos criados; seguido por Rio de Janeiro (+20.886) e Pernambuco (+13.428). Em termos percentuais, os maiores aumentos foram notados na Paraíba (+1,59%), Amapá (+1,38%) e Rio Grande do Norte (+0,92%).

Das novas vagas geradas nesse período recente, aproximadamente 73,5% correspondem a vínculos típicos (+121.964) e os restantes são vínculos não típicos (+43.863), sendo que muitos desses empregados têm jornadas iguais ou inferiores a trinta horas semanais (+40.661) ou são aprendizes (+17.637).

UF
Os estados que apresentaram os melhores desempenhos nesse acumulado anual foram São Paulo com +306.883 novas vagas; Minas Gerais somando +123.176; e Rio de Janeiro com +77.670 novos empregos gerados até agora neste ano corrente.

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