A decisão implementada em outubro de 2025 abrangeu todos os municípios da 1ª Regional de Saúde, como Antonina, Guaraqueçaba, Guaratuba, Matinhos, Morretes, Paranaguá e Pontal do Paraná
No primeiro ano após a integração com a Central de Regulação de Urgência de Curitiba e Região Metropolitana, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) registrou um aumento de 35,6% nas chamadas atendidas nos sete municípios do Litoral do Paraná. Entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025, antes da implementação da medida, foram contabilizados 26.627 atendimentos. Em contraste, no período entre 1º de outubro de 2025 e 30 de setembro de 2026, o número subiu para 36.112 atendimentos, resultando em um acréscimo de 9.485 atendimentos. A média diária aumentou de 72,9 para 98,9 atendimentos.
A Central unificada em Curitiba é responsável pela triagem dos casos e pela determinação dos recursos mais adequados para cada situação. As equipes locais do Samu continuam atuando nos municípios, enquanto a regulação agora ocorre de forma integrada.
Essa medida abrange todos os municípios da 1ª Regional de Saúde e ampliou a coordenação da Central de Curitiba para um total de 45 municípios. Além disso, houve um aumento na colaboração com hospitais referência na capital, proporcionando suporte ao Hospital Regional do Litoral (HRL), localizado em Paranaguá.
César Neves, secretário estadual da Saúde, ressaltou que a comparação com o período anterior à mudança demonstra a eficácia da rede em atender às urgências e melhorou o acesso da população aos serviços médicos. Ele destacou: “A integração do Samu do Litoral à Central em Curitiba fortaleceu nossa capacidade regulatória e aumentou as respostas às emergências. Agora, o destino dos pacientes é definido imediatamente; antes isso demandava comunicação entre reguladores do Litoral e Curitiba para buscar leitos na capital. Esse processo agora é feito em tempo real”, finalizou Neves. “O crescimento observado nos atendimentos indica que mais cidadãos estão sendo assistidos e encaminhados através da estrutura integrada, aumentando a segurança tanto para a população quanto para as equipes.”
Alcance Regional
O crescimento foi notado em todos os sete municípios analisados. Matinhos teve um aumento significativo de 55,6%, passando de 4.487 para 6.983 atendimentos. Pontal do Paraná apresentou uma alta de 46,3%, subindo de 3.822 para 5.592 atendimentos. Guaratuba registrou um incremento de 31,7%, saltando de 3.896 para 5.131 atendimentos; enquanto Paranaguá viu uma elevação de 30,9%, passando de 11.214 para 14.680 atendimentos válidos. Também foram registrados aumentos em Guaraqueçaba (de 310 para 400 atendimentos), Morretes (de 1.427 para 1.714) com uma alta de 20,1%, e Antonina (de 1.471 para 1.612), com um crescimento de 9,5% no total.
Giovana Fratin, gerente da Atenção às Urgências da Sesa, explicou que essa centralização possibilita uma análise mais detalhada sobre cada chamada no contexto regional e melhora a clareza sobre a disponibilidade das equipes e ambulâncias disponíveis nos hospitais locais. “Com uma regulação centralizada integradamente, as decisões sobre atendimento são mais coesas e levam em conta toda a rede disponível”, afirmou a diretora.
Além disso, essa integração eliminou etapas entre a regulação dos chamados e o encaminhamento imediato dos pacientes graves pela estrutura reguladora do Samu, sem precisar acionar previamente a Central de Leitos do Estado.
Essa organização aprimora a seleção dos recursos apropriados e o encaminhamento eficaz aos serviços especializados conforme as necessidades clínicas.
Os dados revelam que o aumento nos atendimentos foi contínuo ao longo dos meses deste primeiro ano após as mudanças implementadas; todos os meses apresentaram números superiores aos do mesmo período anterior à integração.
Estrutura
Atualmente, o Paraná se destaca como um dos estados mais bem preparados do Brasil em termos de atendimento à urgência e emergência; todo o território está coberto pelo Samu com um tempo médio resposta que não ultrapassa os18 minutos e uma integração eficaz entre os diversos serviços disponíveis.
Em seu início em gestão em2019,a cobertura regionalizada era apenas equivalente a68%do território paranaense,promovendo grandes lacunas assistenciais em diversas áreas.O Governo Estadual adotou um plano estratégico por meio da Secretaria da Saúde (Sesa) voltado à centralização tecnológica e à ampliação das frotas avançadas,a fim garantir que socorros médicos sejam prestados com agilidade e eficiência a qualquer cidadão nos quatro cantos do Paraná.
Para assegurar a manutenção desse sistema eficiente,o repasse mensal feito pelo Governo Estadual cresceu significativamente.No começo do ano passado,o investimento mensal era R$5,71 milhões; já em junho deste ano esse valor atingiu R$9.131.008,63,mantendo um aumento próximo aos60%nos recursos destinados à operação da rede.
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