quinta-feira, julho 16

Copa do Mundo feminina no Brasil promete injetar R$ 8,8 bilhões na economia

A Copa do Mundo de Futebol Feminino da FIFA, que ocorrerá em 2027 no Brasil, tem o potencial de injetar R$ 8,8 bilhões na economia nacional. O evento deverá criar cerca de 73,7 mil novos empregos e gerar uma renda de R$ 4,5 bilhões, além de arrecadar R$ 928 milhões em tributos.

Essas projeções fazem parte do estudo intitulado Mapeamento do Potencial de Captação e Internacionalização de Eventos Esportivos no Turismo Brasileiro, elaborado pela Fundação Getulio Vargas em colaboração com a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).

Segundo a FGV, os impactos econômicos são divididos em dois principais vetores: o primeiro é relacionado ao público do evento, que inclui o fluxo de turistas tanto nacionais quanto estrangeiros, e que deverá movimentar R$ 4,7 bilhões em atividades econômicas diretas e indiretas. O segundo vetor refere-se aos gastos com a organização do evento pela FIFA e as estruturas operacionais envolvidas, estimados em R$ 4,1 bilhões.

Combinando esses dois fatores, a Copa do Mundo Feminina de 2027 se destaca como um dos maiores eventos esportivos da história do Brasil em termos de impacto econômico.

O torneio será um marco significativo para o Brasil, pois será a primeira vez que um país da América do Sul sediará a competição, consolidando o país como um importante destino para grandes eventos esportivos. De acordo com o estudo, a Copa Mundial representa o maior evento esportivo feminino global.

As competições acontecerão entre os dias 24 de junho e 25 de julho e reunirão seleções femininas de várias partes do mundo em diversas cidades-sede brasileiras ao longo de aproximadamente um mês.

Além disso, o estudo indica que o torneio encontrará um ambiente favorável no mercado consumidor. As mulheres representam 48,61% dos turistas internacionais que visitam o Brasil, com uma permanência média de 11 dias e despesas médias de US$ 1.317 por viagem.

Outro dado relevante aponta que 72% das pessoas que nunca assistiram a uma partida em estádios são mulheres. Isso sugere uma demanda significativa ainda não explorada. O entusiasmo pelas torcedoras em relação à Copa do Mundo é maior do que o observado em outras competições da categoria. Nesse cenário, já existe um interesse consolidado pelo futebol feminino.

A pesquisa conclui afirmando que “além dos benefícios econômicos imediatos, esse evento é uma oportunidade única para deixar um legado ao futebol feminino brasileiro, promover a imagem do país no contexto internacional e fortalecer o turismo esportivo como um motor para o desenvolvimento econômico sustentável”.

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