Um estudo inédito que analisa a indústria audiovisual no Paraná será um dos principais destaques da terceira edição do Festival Inove Audiovisual Siapar, programada para os dias 4 e 5 de maio (segunda e terça-feira), em Curitiba. Este trabalho foi desenvolvido pela Secretaria de Estado da Cultura (Seec), em colaboração com o Sebrae Paraná, e realizado pela Filmhub Consultoria.
Conforme dados recentes da Agência Nacional de Cinema (Ancine), o estado do Paraná já abriga uma vasta gama de agentes econômicos, tanto formalizados quanto informais, no setor audiovisual. Isso aponta para um ambiente que está se expandindo e que possui potencial para se consolidar. O levantamento que será apresentado durante o festival oferece uma visão abrangente do setor, incluindo um mapeamento do perfil produtivo, a dinâmica do mercado, as oportunidades de crescimento e os desafios enfrentados pelas empresas locais.
O evento também trará exemplos práticos do mercado paranaense, como o telefilme “Meu Avô Stanislau”, que demonstra a colaboração entre uma emissora nacional, sua afiliada regional e uma produtora independente.
Luiz Gustavo Vilela Teixeira, secretário executivo da PrFilm Commission – uma política pública do Governo do Paraná vinculada à Seec – ressalta a importância desse processo de mapeamento das oportunidades e obstáculos no audiovisual paranaense. “Esse é um dos grandes ativos que temos para garantir o avanço do setor, atraindo e promovendo tanto pequenas quanto grandes produções. É crucial para continuarmos avançando com segurança”, afirma ele.
FESTIVAL
Realizado pelo Siapar (Sindicato da Indústria Audiovisual do Paraná) em parceria com o Sebrae/PR, o festival reúne produtores, empresários, executivos, técnicos e criadores. A presença marcante de pequenos negócios destaca a base da cadeia produtiva no estado. Esses profissionais irão debater as direções para o desenvolvimento da indústria em um cenário de transformação tecnológica e ampliação do mercado. A participação no evento é gratuita, mas requer inscrição antecipada, disponível AQUI.
Com vistas a 2026, o festival pretende abrir um importante diálogo ao adotar como tema central o ESG (Environmental, Social and Governance), integrando discussões sobre sustentabilidade, governança corporativa, direitos autorais e relações trabalhistas como fundamentos essenciais para o setor.
<p“A maturidade do mercado é fundamental neste momento”, afirma Jussara Locatelli, presidente do Siapar. “O audiovisual brasileiro está passando por um período de crescimento e aumento de visibilidade; contudo, isso deve ser acompanhado por uma estrutura adequada. Discutir a sustentabilidade dos negócios e as questões relacionadas ao trabalho é vital para garantir um desenvolvimento sólido e competitivo a longo prazo”, acrescenta.
Além das questões relacionadas ao ESG, o festival também tem como objetivo servir como elo entre o mercado local e o panorama internacional. “Possuímos um setor robusto capaz de gerar receita significativa e ter impacto econômico relevante; no entanto, ainda precisamos evoluir em termos de organização e posicionamento estratégico. O Inove representa uma oportunidade para articular empresas, instituições e políticas públicas”, complementa Jussara.
DESTAQUES
No dia 4 de maio, a programação contará com a participação da advogada Krishna Brunoni discutindo a governança jurídica no audiovisual – um tema cada vez mais relevante em face das complexidades crescentes do mercado. A conversa abordará questões relacionadas a contratos, direitos autorais e a organização da cadeia de titularidade, aspectos cruciais para viabilizar a circulação e monetização das obras.
No dia 5 de maio, as atenções se voltarão para a inserção internacional do setor audiovisual brasileiro com a presença da ApexBrasil. Nomes como Débora Ivanov, sócia da Gullane e ex-diretora da Ancine; além de Erika Araújo, especializada em financiamento e coproduções também estarão presentes. Este painel ampliará as discussões sobre as oportunidades globais disponíveis para o audiovisual brasileiro num momento em que esse setor movimenta R$ 70,2 bilhões na economia nacional e gera mais de 600 mil empregos no Brasil, com contínuo crescimento nas exportações e coproduções internacionais.
