terça-feira, julho 21

Frio intenso: Governo intensifica campanha de vacinação para prevenir doenças respiratórias

Com a chegada do outono e inverno, o estado do Paraná se prepara para um aumento na incidência das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG). Informações do boletim InfoGripe, elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indicam que as regiões Sul e Sudeste enfrentam um alerta de risco moderado a alto para um possível crescimento no número de casos, uma tendência que tende a se agravar nas estações mais frias.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), a elevação dos casos de doenças respiratórias durante este período é esperada, ressaltando a importância de medidas preventivas, especialmente por meio da vacinação.

Os principais vírus responsáveis pelas SRAGs incluem o Influenza, Covid-19 e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que podem levar a complicações sérias e até à morte, especialmente entre os grupos mais vulneráveis da população.

No boletim epidemiológico da Sesa, foram registrados 4.052 casos e 170 óbitos por SRAG nas primeiras 13 semanas de 2026. Esses números são inferiores aos do ano anterior, quando até a 14ª semana houve 4.520 casos e 247 mortes no estado.

A faixa etária mais atingida continua sendo a dos idosos: entre as vítimas fatais, 24 são pessoas acima de 80 anos. No caso específico dos contaminados pelo vírus da Influenza, a média de idade das vítimas é de 77 anos.

“Estamos entrando em um período complicado, quando há maior circulação de vírus devido ao fechamento dos ambientes. Além das medidas protetivas, como evitar aglomerações, é imprescindível que todos busquem se vacinar. A vacinação é a melhor forma de impedir que uma gripe se transforme em um problema de saúde maior”, comentou César Neves, secretário estadual da Saúde.

VACINAÇÃO
A Sesa reitera que a imunização continua sendo o método mais eficaz para prevenir hospitalizações, complicações e óbitos. As vacinas contra Influenza, Covid-19 e VSR são essenciais para proteger a população, especialmente os grupos prioritários.

Atualmente, o Paraná está realizando uma Campanha de Vacinação contra a Influenza que vai até 30 de maio. O objetivo é vacinar 90% dos grupos prioritários na rotina de imunização contra influenza, englobando crianças entre 6 meses e menores de 6 anos, idosos com mais de 60 anos e gestantes.

Além disso, outros grupos prioritários também têm acesso à vacina, incluindo puérperas, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, indivíduos com doenças crônicas ou deficiência, professores e profissionais da saúde, além das forças armadas e serviços públicos essenciais como caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo rodoviário.

O Ministério da Saúde (MS) distribuiu ao Paraná 1,798 milhão de doses em 2026; até agora, 1,1 milhão dessas doses já foram aplicadas.

O estado conta com uma rede composta por 1.850 salas de vacinação espalhadas pelos 399 municípios. A recomendação é que as pessoas procurem a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para verificar sua situação vacinal e aproveitem a oportunidade da multivacinação para atualizar suas cadernetas antes do frio intenso.

Estamos entrando em um período que é sempre o mais complicado, quando os vírus circulam mais. Além das medidas protetivas como evitar aglomerações, é fundamental que todos busquem se vacinar. A vacina é a melhor maneira de evitar que uma gripe se torne um problema sério”, afirmou César Neves.

A vacina contra Covid-19 está disponível para grupos prioritários como crianças menores de cinco anos, idosos e gestantes, assim como indivíduos em instituições de longa permanência ou com condições médicas específicas. Também estão incluídos indígenas e quilombolas; trabalhadores da saúde; pessoas com deficiência permanente ou comorbidades; além daqueles em regime prisional ou em situação de rua.

A imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) está acessível às gestantes após a 28ª semana de gestação sem restrições relacionadas à idade materna. Essa vacina oferece proteção ao recém-nascido durante os primeiros seis meses críticos em relação ao VSR. Neste ano já foram administradas 33.970 doses desse imunizante.

Além das vacinas disponíveis, a Secretaria enfatiza a adoção de medidas simples mas eficazes para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios:

  • Lave as mãos frequentemente, principalmente antes das refeições;
  • Use lenços descartáveis para higiene nasal;
  • Cubra nariz e boca ao tossir ou espirrar;
  • Evite tocar olhos, nariz e boca;
  • Lave as mãos após tossir ou espirrar;
  • Não compartilhe objetos pessoais como talheres e copos;
  • Mantenha os ambientes arejados;
  • Evite contato próximo com pessoas gripadas;
  • Tente não sair durante períodos críticos de transmissão;
  • Diminua sua exposição em aglomerações e locais fechados;
  • Mantenha hábitos saudáveis através de uma alimentação equilibrada e adequada hidratação;

A Sesa também orienta que qualquer pessoa que apresente sintomas como febre, tosse ou dores no corpo busque atendimento médico rapidamente. Um diagnóstico precoce é crucial para prevenir complicações graves.

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