quinta-feira, agosto 6

Progresso na colheita do milho da 2ª safra 2025/26 no Paraná é favorecido por mínimas ameaças de geadas, aponta Deral

No Estado, a colheita da segunda safra de milho para a temporada 2025/26 avança com baixo risco de geadas, conforme o boletim atualizado do Departamento de Economia Rural (Deral). Espera-se que a incidência de sol retorne no final de semana, o que deve acelerar os trabalhos. Atualmente, 81% das lavouras estão em boas condições, enquanto os 16% restantes encontram-se na fase de frutificação e são vulneráveis a possíveis geadas.

O relatório semanal do Deral revela que a colheita da segunda safra de milho 2025/26 já atingiu cerca de um terço da área cultivada. Até o momento, os trabalhos cobriram 29% dos 2,91 milhões de hectares cultivados no Estado. As previsões climáticas indicam chuvas para esta semana nas principais regiões produtoras, com um retorno do sol previsto para o final do fim de semana, momento em que as atividades de colheita devem ser intensificadas.

Entre os mais de 2 milhões de hectares que ainda estão no campo, 81% das lavouras apresentam condições favoráveis; 13% estão em condições medianas e 6% estão classificadas como ruins.

PREÇOS
A análise desta semana mostra variações nos preços do milho entre as diferentes praças monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Conforme informações do Centro de Pesquisas, algumas regiões observaram um aumento nos preços, influenciado pela diminuição da oferta por parte dos vendedores e pelo início gradual da colheita da segunda safra. Em contrapartida, nas áreas produtoras, os preços caíram com o avanço das atividades agrícolas.

Os pesquisadores do Cepea ressaltam que, em geral, uma parte dos consumidores continua atenta às oportunidades comerciais. Alguns deles estiveram mais ativos no início da semana passada, oferecendo preços atrativos para garantir estoques adequados. No entanto, esses compradores aguardam um aumento na oferta do cereal nas próximas semanas e a consequente redução nos preços internos. Por outro lado, os vendedores paulistas estão mais cautelosos e preferem esperar pelo avanço da colheita antes de negociar quantidades maiores.

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