terça-feira, julho 21

Estado inaugura oito novos flutuantes à beira-mar

Implantação de flutuantes melhora acesso para turismo e educação ambiental em Unidades de Conservação no Litoral do Paraná

Neste mês, o Instituto Água e Terra (IAT), que faz parte da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), finaliza a instalação de um total de oito estruturas flutuantes na costa paranaense, com a entrega do último equipamento na Ponta Oeste da Estação Ecológica da Ilha do Mel, situada em Paranaguá. O investimento totaliza R$ 8.085.975,96.

As sete unidades já operacionais estão distribuídas em várias localidades: Estação Náutica de Paranaguá, Estação Ecológica do Guaraguaçu e Parque Estadual do Palmito, todos localizados em Paranaguá; Estação Ecológica Rio das Pombas, em Pontal do Paraná; Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaratuba; além de duas estruturas situadas no Parque Estadual do Boguaçu, também em Guaratuba.

Rafael Andreguetto, Diretor de Patrimônio Natural do IAT, destaca que essas estruturas não apenas facilitam o acesso para atividades turísticas, monitoramento e educação ambiental, mas também trazem importantes benefícios à gestão das Unidades de Conservação (UCs) na área.

“Esses flutuantes vão além da simples visitação. Eles proporcionam um melhor acesso para as comunidades tradicionais da região litorânea a serviços essenciais como saúde e educação, possibilitam um controle mais eficiente do fluxo de visitantes e garantem um acesso facilitado para órgãos responsáveis pela fiscalização ambiental e remoção de resíduos sólidos. Além disso, eles contribuem significativamente para a conservação ao permitir um planejamento mais eficaz na proteção das UCs”, afirmou Andreguetto.

Um dos primeiros flutuantes a ser instalado foi o do Parque do Palmito, que já está em funcionamento desde o ano passado e tem mostrado resultados positivos para a administração da UC. Djalma Souza Boni, agente de apoio no complexo ambiental, comenta: “Essa estrutura é uma grande vantagem para o Parque Estadual do Palmito. Ela facilita o monitoramento realizado por barco e nos permite realizar uma gama maior de atividades”.

Segundo Boni, “podemos convidar escolas e embarcações para promover a educação ambiental entre os alunos. Isso também facilita o acesso dos turistas que podem alternar entre atividades aquáticas como canoagem e explorar as trilhas do parque. Portanto, são apenas benefícios”, conclui.

Trapiches – Em adição à construção dos novos flutuantes, o Governo Estadual entregou três trapiches que oferecem acesso às comunidades de Brasília e Encantadas na Ilha do Mel através de um contrato de locação. O investimento chega a R$ 5,5 milhões. Esses equipamentos começaram a operar durante a temporada 2025-2026 do Verão Maior Paraná, aprimorando o acesso a uma das áreas turísticas mais visitadas do estado.

A proposta inclui não apenas os trapiches, mas também obras necessárias para adequações, peças para ancoragem, transporte marítimo e terrestre, além da mão-de-obra e serviços de limpeza. Hélio da Silva Ribeiro, assessor da Unidade Administrativa da Ilha do Mel (Unadim), explica: “Esses novos trapiches atendem à demanda integral na Ilha tanto para partidas quanto retornos pelas principais linhas de táxis náuticos e excursões. Eles são mais largos e oferecem melhor acessibilidade para cadeirantes, idosos e crianças”.

A melhoria também foi notada pelos habitantes locais. André Fernandes de Barros, marinheiro com quase 30 anos morando na Ilha, relata: “Precisávamos urgentemente melhorar o trapiche anterior que era segmentado e balançava dependendo das condições do mar, representando riscos aos turistas. Agora temos trapiches fixos que beneficiam tanto nós que trabalhamos aqui quanto os visitantes”, diz ele.

Ilha do Mel

No momento, o IAT está desenvolvendo um projeto voltado à instalação de flutuantes na APA de Guaraqueçaba. Esta iniciativa está sendo elaborada em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e prevê a adição de 21 estruturas ao longo da baía de Guaraqueçaba e Paranaguá.

O projeto ainda está em fase inicial de validação e passará por consultas públicas com a comunidade local antes da implementação. Os recursos financeiros vêm da indenização recebida pela Petrobras devido ao vazamento ocorrido na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, no mês de julho do ano 2000.

“Esse projeto irá beneficiar não apenas a APA de Guaraqueçaba mas também o Parque Nacional Superagüi e outras Unidades de Conservação nas proximidades. Será uma grande vantagem tanto para os moradores quanto para os turistas”, salienta Andreguetto.

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