No mês de junho, o mercado de trabalho formal no Brasil registrou um incremento de 145.161 novas vagas, o que resulta em um total de 921.645 postos criados desde o início do ano, marcando um crescimento de 1,96%. Quando analisamos os últimos 12 meses, que vão de julho de 2025 a junho de 2026, o aumento totaliza 963.921 novos empregos, representando uma elevação de 2,1% nesse período. Com esses números, o total de vínculos trabalhistas no país chegou a 48.032.308.
Os números do Novo Caged, apresentados nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), indicam que todos os cinco principais setores da economia tiveram resultados positivos em junho. O setor de Serviços se destacou ao gerar 74.514 novas posições, refletindo um crescimento de 0,3%. Dentro desse segmento, as atividades administrativas e serviços complementares foram responsáveis pela criação de 26.634 empregos durante o mês.
A Agropecuária também apresentou um desempenho favorável com a adição de 22.898 postos formais (+1,2%). O Comércio teve um saldo positivo de 19.177 novas vagas (+0,2%), enquanto a Indústria gerou 14.438 postos formais (+0,2%) e a Construção somou 14.136 empregos (+0,5%).
O crescimento do emprego foi observado em 25 das 27 Unidades da Federação. Os estados que mais contribuíram para esse resultado foram São Paulo (+34.981), Minas Gerais (+20.805) e Rio de Janeiro (+16.856). Por outro lado, Espírito Santo (-2.259), devido à desmobilização das atividades relacionadas ao café, e Tocantins (-115) foram os únicos estados com diminuição no número de postos.
Do total de novas vagas criadas, 77,3% são classificadas como típicas e 22,7% como não típicas; essas últimas incluem predominantemente trabalhadores temporários (+12.658) e pessoas físicas registradas no Cadastro de Atividades Econômicas da Pessoa Física (CAEPF) (+9.435).
ANÁLISE DO ANO
No primeiro semestre de 2026, foram geradas 921.645 novas oportunidades formais, com resultados positivos em quatro dos cinco principais setores econômicos. O setor Serviços liderou com a criação de 571.926 novos postos (+2,5%), principalmente nas áreas ligadas à administração pública, defesa social, educação e saúde – que juntas responderam por 208.737 empregos nos primeiros seis meses do ano.
A Construção teve um aumento significativo com a adição de 168.962 vagas (+5,73%), destacando-se nas atividades relacionadas a Obras de Infraestrutura (+64.793) e Construção de Edifícios (+60.552). A Indústria também apresentou um saldo positivo com a criação de 143.442 postos (+1,6%), enquanto a Agropecuária adicionou mais 40.853 vagas formais ao mercado. O Comércio foi o único setor a apresentar uma queda no número total de empregos com uma redução de 3.514 posições acumuladas até agora.
No contexto das Unidades da Federação em relação ao acumulado do ano até junho, São Paulo lidera com o maior número absoluto de novas vagas (252.558), seguido por Minas Gerais (108.977) e Paraná (69.638). Em termos percentuais relativos ao crescimento do emprego, as maiores altas foram observadas no Amapá (+4,25%), Acre (+3,38%) e Mato Grosso (+3,36%).
DADOS DEMOGRÁFICOS
O saldo positivo na geração de empregos em junho beneficiou tanto homens (72.569) quanto mulheres (72.592). A faixa etária até os 24 anos foi responsável por impressionantes 86,4% das novas vagas criadas durante este período totalizando assim 125.430 oportunidades.
Entre os diferentes níveis educacionais dos trabalhadores empregados nesse mês destacaram-se aqueles com ensino médio completo (109.255 postos), seguidos por indivíduos com ensino médio incompleto (15.185). Os demais níveis educacionais juntos somaram um saldo positivo totalizando mais 20.721 vagas.
A inclusão no mercado também foi notável entre as pessoas pardas (106.176), brancas (28.636), pretas (20.199) e indígenas (776), enquanto houve uma leve queda para pessoas amarelas (-66). Além disso, registros sem informações sobre raça/cor apresentaram uma diminuição negativa de 10.563 postos.
SALÁRIOS
Em junho deste ano, o salário médio real na admissão foi calculado em R$ 2.404,34 — um aumento em relação ao mês anterior que registrou R$ 2.387,44 — resultando em uma variação positiva de R$ 16,90 (+0,7%). Quando comparado ao mesmo mês do ano passado e descontados os efeitos sazonais pertinentes ao período mencionado anteriormente houve uma elevação média salarial real correspondente a R$ 27,39 (+1,2%).
Para os trabalhadores classificados como típicos o salário médio real na admissão ficou em R$ 2.446,27 — valor que é cerca de 1,7% superior à média geral apresentada anteriormente; enquanto para os trabalhadores não típicos o valor médio foi estipulado em R$ 2.101,51 — cerca de 12,6% abaixo da média geral.
