Durante a reunião plenária de hoje, a deputada estadual Cristina Silvestri (PP) criticou severamente a empresa Copel. Ela exigiu ações diante dos constantes problemas no fornecimento de eletricidade, principalmente nas áreas rurais do Paraná.
Em seu discurso, a parlamentar ressaltou que a falta de estabilidade no serviço está causando prejuízos diretos ao setor produtivo, afetando desde agricultores até comerciantes e indústrias. “Quando a energia falha, os prejuízos afetam diretamente a produtividade, a renda das famílias e a economia do nosso estado”.
Cristina Silvestri relatou que as oscilações de energia e as quedas frequentes têm causado danos a equipamentos e perdas de produção, com relatos de motores queimados, danos em aviários e perda de produtos perecíveis. Segundo ela, a situação é recorrente e já foi denunciada formalmente por mais de 50 sindicatos rurais ao Sistema Faep/Senar-PR.
A deputada também mencionou um estudo realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas. A pesquisa revelou que 85% dos municípios do interior estão insatisfeitos com a qualidade do fornecimento de energia. O levantamento também mostra que 38,7% enfrentaram mais de 20 quedas de luz nos últimos 12 meses e que a maioria fica mais de cinco horas sem energia a cada apagão.
Para a parlamentar, o problema é estrutural e não se limita a eventos climáticos: “Muitos produtores relatam que as quedas acontecem mesmo sem tempestades ou ventos fortes, o que indica falhas na manutenção da própria rede”.
A lentidão no atendimento por parte da Copel e a dificuldade de comunicação enfrentada pelos consumidores em situações de emergência também foram criticadas. Segundo Cristina, há relatos de redes sem manutenção há anos e de demora na resolução de chamados, mesmo em casos críticos.
Outra questão levantada foi a recente exigência de que os produtores rurais realizem a limpeza da vegetação próxima às redes elétricas, com base na chamada “Lei da Faixa Limpa”. Para a deputada, essa medida transfere indevidamente aos cidadãos uma responsabilidade da concessionária. “Além de injusta, essa prática é perigosa. Os produtores não têm o treinamento técnico nem os equipamentos necessários para trabalhar perto da rede elétrica. Isso coloca vidas em risco”, alertou.
Cristina Silvestri enfatizou que os prejuízos causados pelas falhas no fornecimento de energia não podem mais ser suportados pelos produtores e empresários. “É necessário agir com urgência e responsabilidade para garantir que as áreas rurais do Paraná tenham a energia necessária e merecida”, concluiu.
