Nos últimos 12 meses, o Índice Ipardes de Preços Regional de Alimentos e Bebidas (IPR – Alimentos e Bebidas) em Guarapuava apresentou um aumento de 1,20%. No período de janeiro a julho de 2026, o índice acumulou uma alta total de 2,64%.
O item que mais contribuiu para essa variação entre agosto de 2025 e julho de 2026 foi a cenoura, que teve um expressivo aumento de 125,39%. Outros produtos que também impactaram o indicador mensal incluem: repolho (88,47%), batata-inglesa (61,75%), melancia (56,75%) e cebola (35,10%).
A cenoura não apenas afetou Guarapuava; sua alta foi sentida em diversas cidades. Londrina registrou uma impressionante elevação de 165,76%, seguida por Pato Branco com 150,76%, Cascavel com 135,14%, Curitiba com 131,25%, Ponta Grossa com 130,52%, Foz do Iguaçu com 129,60%, Maringá com 126,39% e Umuarama com 103,36%.
Examinando o subgrupo que inclui tubérculos, raízes e legumes, os aumentos foram significativos: Londrina viu um incremento de 26,77%, enquanto Maringá teve alta de 23,62%. Pato Branco registrou um crescimento de 22,36%, Foz do Iguaçu 20,57%, Ponta Grossa 19,31%, Curitiba 17,62%, Umuarama 17,09%, Cascavel 14,23% e Guarapuava ficou em 13,98%. Em contrapartida, a carne suína apresentou uma queda acumulada significativa em várias cidades: Umuarama (-23,78%), Maringá (-22,86%), Guarapuava (-22,56%), Curitiba (-21,53%), Ponta Grossa (-21,43%), Londrina (-20,30%), Foz do Iguaçu (-19,90%), Cascavel (-17,34%) e Pato Branco (-15,86%).
Entre os produtos que apresentaram quedas notáveis está a abobrinha. Este alimento liderou os recuos em cinco das nove cidades analisadas: Cascavel (-41,14%), Guarapuava (-38,85%), Curitiba (-34,39%), Pato Branco (-33,34%) e Ponta Grossa (-29,37%). Nos outros municípios destacam-se as quedas da laranja-pera em Londrina (-30,99%) e Foz do Iguaçu (-26,98%), além do pernil em Maringá (-30,17%) e da maçã em Umuarama (-35,91%).
Além da abobrinha já mencionada anteriormente na Capital da Cevada e do Malte também se observaram reduções significativas nos preços da maçã (-33,32%), laranja-pera (-32,32%), alho (-28,47%) e pernil (-27,11%).
No contexto regional dos últimos doze meses até julho deste ano: Pato Branco teve um aumento acumulado de 2,55%, seguido por Ponta Grossa com 1,92%, Foz do Iguaçu com 1,73% e Cascavel com 1,43%. Guarapuava registrou alta de 1,20%, enquanto Curitiba viu um aumento de apenas 0.97%. Londrina teve uma elevação de 0.69% e Maringá apenas de 0.58%. Por outro lado Umuarama enfrentou uma queda acentuada de -1.67%.
No Estado como um todo o índice acumulado nos últimos doze meses ficou em 1.04%, uma redução se comparado aos 2.32% registrados até junho. Dentre os subgrupos que se destacaram pelas altas estão tubérculos raízes e legumes (19.44%) e hortaliças e verduras (13.24%). As carnes suínas tiveram uma queda expressiva acumulando -20.66%, seguidas por ovos com -9.58% e sal e condimentos com -8.90%.
METODOLOGIA
A cada mês o Ipardes divulga a variação do Índice Ipardes de Preços Regional – Alimentos e Bebidas (IPR – Alimentos e Bebidas), que é composto por um total de 91 produtos organizados em18 subgrupos abrangendo o Paraná juntamente com municípios como Cascavel , Curitiba , Foz do Iguaçu , Guarapuava , Londrina , Maringá , Pato Branco , Ponta Grossa e Umuarama.
Os dados utilizados para calcular este índice são obtidos através das Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônicas (NFC-e) emitidas pelos estabelecimentos comerciais conforme disponibilizado pela Receita Estadual do Paraná respeitando sempre os critérios relacionados ao sigilo fiscal.
A seleção dos produtos reflete o padrão de consumo das famílias cuja renda varia entre um a quarenta salários mínimos conforme evidenciado pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) realizada pelo IBGE em2018. Para este cálculo específico do IPR – Alimentos e Bebidas são utilizados cerca de dois milhões e quinhentos mil registros das notas fiscais eletrônicas ao consumidor (NFC-e) provenientes de quinhentos oitenta e três estabelecimentos comerciais localizados nos nove municípios principais do Estado do Paraná.
