Até o momento, o estado do Paraná já administrou 2.007.462 vacinas contra a gripe em 2023, posicionando-se em quinto lugar no ranking nacional de vacinação, atrás dos estados do Rio de Janeiro (2.082.039 doses), Rio Grande do Sul (2.311.183), Minas Gerais (4.048.311) e São Paulo (7.516.839). Esses números foram divulgados pelo Vacinômetro do Ministério da Saúde, com atualização realizada nesta quarta-feira (3).
A taxa de imunização do Paraná entre os grupos prioritários, que incluem idosos, gestantes e crianças de seis meses a menores de seis anos, alcançou 43,40%. Este percentual é superior à média nacional, que é de 39,45%, colocando o estado na sétima posição do Brasil. Na liderança estão Alagoas (44,59%), Ceará (44,69%), Minas Gerais (44,76%), Rio Grande do Sul (44,99%), Paraíba (45,16%) e Piauí (48,42%). A meta estabelecida é vacinar 90% desse público-alvo, correspondendo a um total de 2.960.260 paranaenses.
A vacinação continuará focada nos grupos prioritários. O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destacou que “nosso principal objetivo é utilizar as doses disponíveis para imunizar esses grupos prioritários e assegurar que essa população mais vulnerável esteja protegida antes da chegada do inverno e da maior circulação de vírus respiratórios”.
Entre os grupos prioritários que receberam as vacinas até agora, as gestantes lideram com 54.642 doses aplicadas, resultando em uma cobertura de 55,58%. Os idosos seguem com 967.554 vacinas administradas e uma cobertura de 46,33%, enquanto as crianças somam 262.631 doses aplicadas e uma taxa de cobertura de 33,95%.
César Neves expressou preocupação com a baixa adesão das vacinas entre as crianças: “Essa situação é alarmante porque indica uma resistência por parte dos pais ou responsáveis em vacinar seus filhos. É fundamental ressaltar que as vacinas são seguras e oferecem proteção”, afirmou.
Além dos grupos mencionados anteriormente, outros públicos considerados para vacinação incluem profissionais da saúde, puérperas, docentes dos ensinos básico e superior, trabalhadores da educação em saúde, povos indígenas, indivíduos em situação de rua e membros das forças armadas e de segurança pública.
“Essa baixa adesão, especialmente entre o público infantil, é preocupante porque demonstra que ainda há uma certa resistência nos pais ou responsáveis em vacinar essas crianças. Por isso reforçamos que as vacinas são seguras e protegem”, destacou César Neves.
Indivíduos portadores de doenças crônicas ou condições clínicas especiais também estão incluídos no público-alvo da vacinação assim como pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo e rodoviário de longa distância; portuários; funcionários do sistema penitenciário; além da população privada de liberdade incluindo jovens sob medidas socioeducativas entre 12 e 21 anos.
O estado já recebeu um total de 3.841.780 doses do imunizante contra a gripe até o momento. No entanto, esse número ainda não cobre a totalidade estimada do grupo prioritário pela pasta da Saúde, que soma aproximadamente 4.815.445 paranaenses. “Continuaremos colaborando com os municípios para facilitar o acesso à vacinação e garantir que alcancemos o maior número possível das pessoas pertencentes aos grupos prioritários”, afirmou o secretário.
