terça-feira, julho 21

Paraná registra diminuição na desigualdade de renda com aumento das oportunidades de trabalho, revela IBGE

O estado do Paraná, por meio de investimentos sociais e apresentando a menor taxa de desemprego já registrada, conseguiu diminuir a desigualdade de renda entre sua população. Essa redução foi avaliada através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual (PNADCA), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao contrário do que ocorre no cenário nacional, onde há um aumento na concentração de renda e na desigualdade, o Paraná mostra avanços significativos. Os dados relativos a todos os tipos de rendimento, como salários, aposentadorias e programas sociais, refletem uma melhoria na qualidade de vida e estão diretamente relacionados ao aumento da segurança pública.

No contexto das pessoas pertencentes ao 1% mais rico do estado, em 2025 essa elite acumulou 9,3% da renda total do Paraná, com base na massa do rendimento domiciliar per capita. Em 2024, essa mesma classe tinha uma participação maior, com 10,7% da riqueza local. Em comparação, a classe dos 1% mais abastados do Brasil detinha 11% da renda nacional no ano anterior, superando a marca de 10,7% registrada em 2024.

A queda na desigualdade é atribuída à diminuição da pobreza. Nos 20% mais pobres do estado paranaense, observou-se um aumento real do rendimento per capita de 9,7%. Para a metade mais carente da população local, esse crescimento foi ainda mais expressivo, alcançando 11,4%.

O Índice de Gini, que mede a distribuição de renda e a qualidade de vida em um dado contexto social, também aponta para uma evolução positiva no Paraná. Em 2025, esse índice apresentou um valor de 0,470—abaixo dos 0,473 registrados em 2024—indicando uma melhoria na equidade. Em contraste com o cenário nacional, onde o Índice subiu de 0,504 para 0,511. Desde 2018 o estado tem demonstrado progresso contínuo nesse indicador; naquela época o índice estava em 0,491.

“Enquanto o Paraná avança na redução das desigualdades de renda, o Brasil enfrenta um aumento na concentração dos rendimentos nas camadas socioeconômicas mais altas. Esse fenômeno se deve ao fato de que em 2025 ultrapassamos a marca dos 6,2 milhões de paranaenses ocupados e registramos um crescimento real nos salários”, comenta Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes.

Em termos absolutos, o Paraná obteve em 2025 o quinto maior rendimento médio mensal do Brasil: R$ 3.852. Esse valor supera a média nacional que é de R$ 3.367. Comparando com anos anteriores, observa-se um significativo crescimento de 62,3% desde 2018 (R$ 2.374) e um impressionante aumento de 144,6% desde 2012 (R$ 1.575), quando começou a série histórica.

Na prática, os cidadãos paranaenses ganharam R$ 485 a mais por mês em relação à média brasileira—a diferença tem aumentado nos últimos anos. Por exemplo, em 2023 essa discrepância era de R$186 (R$3.020 contra R$2.834), passando para R$476 em 2024 (R$3.519 contra R$3.043) até atingir o maior índice registrado até agora em 2025.

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