Em Guarapuava, os preços de itens como repolho (31,08%), cenoura (26,06%), tomate (19,85%), abobrinha (18,58%) e leite integral (17,86%) causaram um aumento na inflação em março, que atingiu 2,20%, segundo o Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR – Alimentos e Bebidas).
A situação foi semelhante em outras regiões do estado paranaense, onde a inflação acelerou para 2,54%. As cidades analisadas apresentaram os seguintes índices mensais: Pato Branco com 2,94%; Foz do Iguaçu com 2,85%; Curitiba com 2,80%; Ponta Grossa com 2,63%; Cascavel com 2,60%; Londrina com 2,31%; Guarapuava com 2,20% e Umuarama com 1,83%.
Conforme o Ipardes, mais de 50% desse aumento no Paraná foi impulsionado por leite e seus derivados, que contribuíram com uma variação de 1,05 pontos percentuais para o resultado total. Isso fez com que a redução do índice acumulado nos últimos doze meses fosse menos acentuada, passando de -1,57% para -0,52% neste novo período.
No que se refere à variação mensal dos produtos alimentícios, tubérculos, raízes e legumes tiveram um aumento significativo de 20,82%, enquanto leite e derivados subiram 8,07%. Em contrapartida, cortes de carne de aves e suínos apresentaram quedas de 1,28% e 1,55%, respectivamente.
Dentre os produtos avaliados no relatório destacam-se os aumentos expressivos: repolho (38,95%), cenoura (33,90%), tomate (30,26%), cebola (29,15%), abobrinha (16,35%) e leite integral (16,05%). Por outro lado, algumas frutas e carnes apresentaram queda de preço como maçã (-11,45%), alho (-3,73%), azeite de oliva (-3,22%), banana-prata (-2,84%), pernil (-1,97%) e frango inteiro (-1,83%).
O relatório do Ipardes explica que o calor excessivo antecipou a maturação do tomate nos últimos meses da estação quente. Isso resultou em uma menor oferta deste produto nas prateleiras dos supermercados. Em relação ao leite, a entressafra da pastagem e o aumento dos custos impactaram os preços finais ao consumidor.
No presente mês também se notou uma ampla variação nos preços entre os produtos que compõem o IPR. Dos 91 itens analisados nesta pesquisa mensalmente realizada, 60 apresentaram aumentos de preços. Essa situação é atribuída à elevação dos custos dos combustíveis que afetaram o transporte.
Examinando o índice acumulado em um ano completo até março deste ano observa-se a influência negativa proveniente dos subgrupos cereais (-0,97 p.p.), leite e derivados (-0,62 p.p.) e frutas (-0,55 p.p.). No segmento de cereais destacam-se as reduções significativas nos preços do arroz parboilizado (-33,27%), arroz branco (-29.84%) e feijão preto (-16.00%).
PANORAMA REGIONAL
O desempenho do IPR no estado refletiu altas em todos os municípios analisados durante março. Pato Branco registrou um índice mensal de 2.94%, seguido por Foz do Iguaçu com 2.85%, Curitiba com 2.80%, Maringá com 2.69%, Ponta Grossa com 2.63%, Cascavel com 2.60%, Londrina com 2.31%, Guarapuava com 2.20% e Umuarama com 1.83%.
O subgrupo tubérculos também apresentou variações expressivas: Cascavel teve um aumento de preços de 26.52%, Curitiba de 26.39%, Pato Branco de 23.24%, Ponta Grossa de 21.10%, Londrina de 20.50%, Maringá de 20.46%, Foz do Iguaçu de 20.32%, Guarapuava teve uma alta de 15.02% e Umuarama registrou um aumento de preços de 14.49%.
Destaque especial vai para o repolho que ficou entre os maiores reajustes: Foz do Iguaçu viu um aumento de até 54.48%, seguido por Ponta Grossa (51.35%), Londrina (45.26%), Curitiba (43.13%), Umuarama (36.89%), Cascavel (34.01%), Guarapuava (31.08%), Maringá (30.88%) e Pato Branco (26.24%).
Por outro lado foram observadas quedas nos cortes das aves em diversas cidades como Londrina (-2.79%), Guarapuava (-2.56%), Maringá (-2.11%), Ponta Grossa (-1.90%), Curitiba (-1.60%) e Umuarama (-1.03%). Já no segmento da carne suína houve uma diminuição de preços em Cascavel (-0.37%) e em Pato Branco (-0.48%).
12 MESES
No acumulado dos últimos doze meses até março deste ano houve acelerações em Pato Branco (1.07%) e Ponta Grossa (0.10%). A maior deflação ocorreu em Umuarama (-2.16%) seguida por Londrina (-1.22%), Maringá (-1.07%), Curitiba (-0.57%), Foz do Iguaçu (-0.
31), Cascavel (-0,.24) e Guarapuava (-0,.21).
Analisando esse período anualizado constata-se que o subgrupo ovos apresentou quedas significativas: -25,.70% em Guarapuava; -24,.34% em Curitiba; -24,.08% em Foz do Iguaçu; -22,.53% em Ponta Grossa; -21,.19% em Londrina; -20,.89% em Pato Branco; -20,.20% em Cascavel; -20,.13% em Maringá; e -17,.92% em Umuarama.
Em contrapartida a carne bovina mostrou crescimento nos preços acumulados: +10,.27% em Pato Branco; +7,.80% em Ponta Grossa; +7,.67% em Curitiba; +7,.63% em Londrina; +7,.33% em Guarapuava; +7,.03% em Umuarama; +6,.89% em Foz do Iguaçu; +6,.04% em Cascavel; e +6,.02% em Maringá.
No caso específico da cidade Guarapuava as principais altas ocorreram nos preços da abobrinha (+43,.08%), banana-caturra (+35,.16%), pepino (+26,.29%), barra de chocolate (+26,.24%) e banana-prata (+20,.63%). Em contrapartida as principais quedas foram observadas na laranja-pera (-40,.82), alho(-36,!28), arroz parboilizado(-34,!28), uva(-28,!85) e arroz branco(-28,!16).
