Entre 2012 e 2025, o estado do Paraná registrou um aumento de 55,42% na população com 60 anos ou mais, elevando o total de 1,28 milhão para 1,98 milhão de pessoas. Em contrapartida, a faixa etária de 0 a 24 anos apresentou uma diminuição de 7,83% no mesmo período, caindo de 4,26 milhões em 2012 para 3,93 milhões em 2025. Essas informações foram obtidas através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 17 de novembro.
Os dados sobre a pirâmide etária evidenciam o processo contínuo de envelhecimento da população paranaense ao longo dos anos. Entre as idades até os 24 anos, todas as categorias mostraram queda, destacando-se especialmente a faixa dos 15 aos 19 anos, que teve uma redução proporcional significativa de -19,2%.
Por outro lado, a população acima dos 25 anos cresceu consideravelmente, especialmente nos grupos etários mais avançados. As categorias de 60 a 64 anos e de 70 a 74 anos foram as que mais se expandiram, com aumentos respectivos de 58,5% e 78,5%, evidenciando a crescente participação dos idosos na demografia do estado.
“Envelhecer é um triunfo, e nosso Estado entende que esse processo exige presença real para transformar o cuidado em um direito concreto, garantindo que ninguém enfrente essa fase com solidão ou desamparo”
POLÍTICAS PÚBLICAS
A crescente proporção da população idosa requer a implementação de diversas políticas públicas voltadas para esse grupo etário. O Paraná se destaca como referência nessa área e foi o pioneiro na América do Sul ao ser reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como Estado Amigo da Pessoa Idosa. Essa honra foi conquistada no ano passado e reforça o compromisso do governo estadual em promover políticas intersetoriais que visam um envelhecimento saudável e respeitoso.
Para manter essa posição diferenciada, a Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi) lançou em 2022 o programa Paraná Amigo da Pessoa Idosa. Essa iniciativa estruturante busca fortalecer a rede voltada à atenção e proteção dos direitos das pessoas com idade acima de 60 anos e envolve um conjunto abrangente de ações com investimento total estimado em R$ 113,7 milhões.
Além disso, há programas específicos focados em habitação para idosos. Um exemplo é o projeto Condomínios para Idosos, desenvolvido para garantir moradia adequada e cuidados em saúde. Também existe o programa Casa Fácil Terceira Idade que oferece até R$ 80 mil para facilitar a aquisição da casa própria por pessoas acima dos 60 anos.
No setor relacionado ao cuidado familiar, o governo introduziu no ano passado a Bolsa Cuidador Familiar. Esta é uma medida inovadora destinada a apoiar aqueles que cuidam de idosos em suas residências. A iniciativa visa reduzir a institucionalização desnecessária e valorizar os cuidadores domésticos — frequentemente mulheres que abandonam seus empregos para acompanhar os familiares.
A bolsa prevê um auxílio mensal equivalente a meio salário-mínimo para cuidadores familiares dedicados ao atendimento de idosos em situação vulnerável ou dependência. Essa ação reconhece a importância do trabalho realizado por essas pessoas no ambiente familiar.
Larissa Marsolik, diretora de Políticas Públicas para a Pessoa Idosa da Semipi, destacou que Paraná desenvolveu uma rede sólida de proteção para os idosos. “Focamos nas necessidades dentro dos lares com iniciativas como Bolsa Cuidador Familiar e Cuida Mais Paraná. Nosso objetivo é promover um envelhecimento ativo enquanto apoiamos quem cuida e oferecemos suporte técnico e financeiro às famílias paranaenses”, afirmou.
Ela também ressaltou que discutir o envelhecimento no Paraná envolve necessariamente abordar políticas voltadas ao cuidado intergeracional. “Envelhecer é um triunfo; nosso Estado reconhece que este processo demanda atenção efetiva para assegurar que todos tenham seus direitos garantidos durante esta fase da vida”, concluiu.
DOMICÍLIOS
A Pnad Contínua também revelou que o Paraná tinha aproximadamente 4,518 milhões de domicílios em 2025; destes, cerca de 89,6% estão situados em áreas urbanas enquanto apenas 10,4% se encontram na zona rural. Isso representa cerca de 5,6% do total nacional.
A Região Sul se destacou como a única onde todas as Unidades Federativas demonstraram crescimento significativo no número total de domicílios comparado ao ano anterior (2024), sendo o Paraná o líder desse incremento com um aumento de 4,3%, seguido por Santa Catarina com crescimento de 4,2% e Rio Grande do Sul com uma elevação de 3,2%.
No Paraná observou-se uma diminuição progressiva no número médio de moradores por domicílio ao longo dos anos. Em média, cada residência abrigava aproximadamente 2,6 pessoas em 2025 — uma queda em relação às três pessoas registradas em cada lar no ano de 2021.
A casa continua sendo o tipo mais comum entre os domicílios paranaenses representando cerca de 83,5% das residências em 2025. Em relação à composição populacional feminina no estado,, as mulheres aumentaram sua participação na população geral — passando de representarem apenas 50,9% da população paranaense em 2012 para agora corresponderem a aproximadamente 51,2%. Além disso, elas passaram também a ser responsáveis por uma maior proporção dos lares: subindo para quase40% (39,5%).
Adicionalmente vale ressaltar que o Paraná ocupa atualmente o segundo lugar entre os estados brasileiros quanto à quantidade percentual de domicílios com automóveis — aproximadamente68%, ficando atrás apenas do estado vizinho Santa Catarina onde esse índice chega a74%.
POPULAÇÃO
O estado do Paraná permanece classificado como o quinto maior do Brasil em termos populacionais com cerca de11,9 milhões habitantes — representando assim cerca de5.6 % da população total brasileira.
A pesquisa também apontou um crescimento na população feminina: enquanto em2012 elas eram49%; agora representam51%. Além disso,a parcela das mulheres responsáveis pelo seu lar passoude19.%para39,.5%
No cenário nacional,o Brasil apresentou um crescimento populacional modestode0%. entre2024e2025,somando212,.7 milhõesdehabitantes.Nos últimos anos,a taxa anualde crescimento habitacional tem mostrado desaceleração: variou entre0/8%durasentre2013e2015,e entre0,.7%e0,.6%(de2016a2020),mantendo-se desdeentãoem0%. A porcentagem das pessoassextascom60anos oumaisrepresenta16,.6%sólo totala popualçãoem2025frente11,.3%em2012.
