O Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), destaca a importância da vacinação contra o sarampo para impedir a reintrodução da doença no estado. Isso acontece após o registro do primeiro caso importado no Brasil em 2026, identificado em São Paulo, em um bebê de seis meses que viajou recentemente para a Bolívia.
O Brasil foi certificado novamente como um país livre do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em novembro de 2024. Contudo, o aumento significativo de casos nas Américas entre 2024 e 2026 tem preocupado as autoridades de saúde. Nos primeiros meses de 2026, houve 1.031 casos confirmados no continente, um aumento de 45 vezes em relação ao ano anterior.
O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, ressalta a importância de manter altas taxas de vacinação para proteger a população. Ele enfatiza que a vacina é segura, gratuita e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde do estado. Beto Preto reforça que a vacinação é a melhor estratégia para prevenir casos graves e destaca a necessidade do apoio de toda a sociedade nesse processo.
O Paraná possui uma das maiores coberturas vacinais para a tríplice viral no país, de acordo com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) do Ministério da Saúde. Apesar disso, a proximidade com países que enfrentam surtos de sarampo mantém o estado em alerta.
A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, destaca a importância da vigilância epidemiológica para identificar precocemente casos suspeitos. Ela ressalta a alta transmissibilidade do sarampo e orienta a população a ficar atenta a sintomas como febre, manchas na pele, tosse, coriza e conjuntivite.
A vacinação contra o sarampo é oferecida gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde do Paraná. O esquema vacinal padrão inclui a administração da primeira dose aos 12 meses e a segunda dose aos 15 meses. O calendário de vacinação varia para jovens, adultos e trabalhadores de saúde, com recomendações específicas para cada grupo.
Além da vacinação, medidas como a higienização das mãos e a manutenção de ambientes ventilados são essenciais para evitar a propagação de vírus respiratórios, incluindo o do sarampo. Viajantes devem verificar sua situação vacinal com antecedência, garantindo a imunização adequada antes de qualquer deslocamento.
