sexta-feira, outubro 23

Cristina Silvestri (PP) sugere expansão de campanha de conscientização sobre endometriose no Paraná

No Paraná, a campanha contínua de conscientização sobre endometriose está prestes a ser expandida para incluir a adenomiose, com o intuito de fortalecer as ações informativas, de acolhimento e de cuidado. Essa proposta é parte do Projeto de Lei nº 734/2026, elaborado pela deputada estadual Cristina Silvestri, do Partido Progressista (PP).

O projeto propõe modificações na Lei nº 21.890/2024, que criou a Campanha Permanente de Endometriose sem Trauma. Segundo o novo texto, a iniciativa passará a se chamar Campanha Permanente de Conscientização e Enfrentamento à Endometriose e à Adenomiose.

A adenomiose é caracterizada pelo crescimento do endométrio, que normalmente reveste o interior do útero, na camada muscular desse órgão. Essa condição pode resultar em cólicas severas, aumento do sangramento menstrual e dor pélvica, impactando negativamente na qualidade de vida das afetadas.

“Um dos principais objetivos é desmistificar a ideia de que dores menstruais severas são normais. O diagnóstico precoce da endometriose e um tratamento adequado podem mitigar os efeitos na saúde física, na vida social, nos estudos, no trabalho e na fertilidade das mulheres”, declara a deputada Cristina.

A parlamentar contou com a coautoria da deputada Flávia Francischini (PL), que foi responsável pela criação da campanha original. Apresentado em agosto na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o projeto foi enviado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A proposta passará por análise nas comissões específicas antes de ser votada em plenário.

NOVAS DIRETRIZES
O projeto visa proporcionar informações claras e acessíveis sobre os sinais e sintomas da endometriose e da adenomiose. Além disso, incentiva as mulheres a buscarem assistência médica diante de manifestações como dor pélvica crônica, cólicas intensas, sangramentos anormais e dificuldades para engravidar.

Os objetivos incluem promover a educação contínua para profissionais da saúde sobre identificação dos sinais dessas condições e assegurar um atendimento humanizado através de equipes multidisciplinares. A proposta também pretende fomentar a integração entre serviços de saúde para garantir continuidade no cuidado e minimizar desigualdades regionais no acesso aos serviços.

Adicionalmente, o texto contempla a divulgação de informações relacionadas à saúde sexual e reprodutiva, fertilidade, direitos das pacientes e canais oficiais para orientação e encaminhamento. Também busca incentivar pesquisas e produção de dados epidemiológicos, além da colaboração com instituições educacionais, entidades profissionais e organizações dedicadas ao apoio às pacientes nas ações educativas.

As iniciativas poderão ter maior intensidade durante o mês de março, especialmente na semana que abrange o dia 13, alinhando-se à Semana Nacional de Educação Preventiva e Enfrentamento à Endometriose.

Para implementar essas ações, o governo poderá estabelecer parcerias com municípios, instituições acadêmicas e de pesquisa, conselhos profissionais, organizações da sociedade civil e serviços de saúde, respeitando as competências administrativas existentes e as limitações orçamentárias.

ATUAÇÃO PELA SAÚDE FEMININA
A proposta reforça o compromisso da deputada Cristina Silvestri com a promoção da saúde feminina, uma das prioridades do seu mandato. Ela é autora ou coautora de legislações que visam promover a dignidade menstrual, aumentar a conscientização sobre o ciclo menstrual e prevenir casos de pré-eclâmpsia.

Além disso, essa atuação inclui leis que priorizam a atenção à saúde das mulheres durante o climatério e aquela que institui a Campanha Permanente de Proteção dos Direitos da Pessoa com Fibromialgia.

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