sexta-feira, outubro 16

Aumento no preço do tomate impulsiona inflação em Guarapuava, que registra 0,59% em setembro

A inflação em Guarapuava alcançou 0,59% em setembro, impulsionada pelo aumento significativo de 53,09% no preço do tomate, segundo o Índice Ipardes de Preços Regional para Alimentos e Bebidas (IPR — Alimentos e Bebidas). No acumulado do ano, a taxa está em 1,95% e nos últimos 12 meses registra 1,43% na cidade conhecida como Capital da Cevada e do Malte.

Além disso, todos os municípios analisados apresentaram elevações nos preços durante setembro. Londrina liderou com um aumento de 1,99%, seguida por Umuarama (1,78%), Cascavel (1,70%), Foz do Iguaçu (1,69%), Ponta Grossa (1,63%), Curitiba (1,48%), Pato Branco (1,36%), Maringá (1,27%) e Guarapuava com 0,59%.

No subgrupo que inclui tubérculos, raízes e legumes, as variações foram expressivas: Curitiba registrou alta de 41,77%, Londrina teve 39,61%, Cascavel ficou com 38,01%, Ponta Grossa apresentou 37,99%, enquanto Pato Branco marcou 36,87%. Foz do Iguaçu teve aumento de 35,15%, Maringá 33,47%, Guarapuava 33,31% e Umuarama fechou com uma alta de 26,59%.

Em Guarapuava especificamente, o tomate foi o campeão de preços em setembro com uma alta de 53,09%. Outros produtos que também tiveram aumentos significativos foram a batata-inglesa (49,28%), abobrinha (37,02%), pepino (14,97%) e picanha (13,44%).

Por outro lado, as frutas tiveram quedas nos preços: Umuarama (-6,17%), Pato Branco (-6,16%), Londrina (-6,01%), Curitiba (-5,59%), Guarapuava (-5,53%), Maringá (-4,45%), Ponta Grossa (-4,17%), Foz do Iguaçu (-3,26%) e Cascavel (-1,70%).

Na Capital da Cevada e do Malte destacam-se as maiores quedas: o repolho teve uma redução de 21,09%, seguido pela melancia (-19,93%), banana-caturra (-17,89%), manga (-11,78%) e pernil (-10,29%).

PARANÁ
O estado do Paraná apresentou um crescimento na inflação de 1,50% em setembro. Esse aumento foi fortemente influenciado pelo subgrupo tubérculos e legumes que contribuiu com 1.17 ponto percentual à taxa total. Os preços desse grupo subiram mais de 35%, seguidos pela carne bovina que teve um acréscimo de 2.22% e os produtos panificados com uma alta de 1.07%.

Entre os itens analisados no estado paranaense estão o tomate com um impressionante aumento de 56.97%, seguido pela batata-inglesa que subiu 52.12%. A abobrinha teve um aumento de 22.64%, enquanto o pepino cresceu por volta de 16.72% e a cebola aumentou em torno de 16.00%.

Fatores climáticos impactaram a disponibilidade de alguns alimentos frescos no mercado. As baixas temperaturas atrasaram a maturação dos tomates e as chuvas reduziram a colheita das batatas. Além disso, a entressafra afetou a oferta de cebolas nas prateleiras.

Por outro lado ainda houve diminuições nos preços das frutas em geral – com quedas observadas na carne suína e ovos: -4.79%, -4.07% e -2.27% respectivamente. Produtos específicos como melancia caíram em até -18.87%, repolho -18.64%, manga -14.22%, banana-caturra -12.56%, pernil suíno -7.82% e mamão -4.90%.

Nos últimos doze meses o IPR acumula uma alta total de 3.07%. Destaca-se neste período um crescimento exorbitante de preços em tubérculos e legumes (+79.29%) bem como hortaliças que aumentaram +15.06%. Em contrapartida houve quedas acumuladas para carne suína (-26.69%), frutas (-11.00%) e ovos (-9.86%).

METODOLOGIA
Mensalmente o Ipardes publica a variação do Índice Ipardes de Preços Regional – Alimentos e Bebidas (IPR – Alimentos e Bebidas), que é composto por uma amostra de 91 produtos organizados em 18 subgrupos abrangendo várias localidades do Paraná incluindo cidades como Cascavel, Curitiba e Londrina entre outras.

Os dados utilizados para calcular esse índice são obtidos através das Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônicas (NFC-e) que são emitidas por estabelecimentos comerciais no estado paranaense sob proteção dos critérios de sigilo fiscal.

A seleção dos produtos representa o padrão consumido por famílias que vivem com renda entre um a quarenta salários mínimos segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) realizada pelo IBGE em 2018. Para compor o IPR – Alimentos e Bebidas são utilizados cerca de dois milhões e quinhentos mil registros eletrônicos provenientes de notas fiscais emitidas por aproximadamente quinhentos oitenta estabelecimentos comerciais distribuídos pelos nove principais municípios do estado paranaense.

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