O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) formalizou a contratação de R$ 2,8 bilhões em operações de crédito na Região Sul, utilizando o Plano Safra 2025/26. O próximo ciclo do Plano Safra, correspondente ao período de 2026/27, terá início em julho e se estenderá por um ano, oferecendo novas condições de financiamento para custeio, investimentos, comercialização e modernização da produção agropecuária.
Durante o ciclo que se encerrou, o estado do Paraná foi responsável por 46% do total de crédito contratado pelo BRDE na Região Sul, totalizando R$ 1,3 bilhão. Em seguida estão o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que obtiveram R$ 888,7 milhões e R$ 624,5 milhões, respectivamente. Além desses montantes, o banco alocou R$ 184 milhões em contratos no Mato Grosso do Sul através do FCO Rural.
As operações de crédito abrangeram diversas linhas destinadas a investimentos produtivos, modernização de estruturas existentes, compra de máquinas e equipamentos, armazenamento, inovação tecnológica, irrigação e sustentabilidade. O foco é aumentar a capacidade de produção e eficiência das propriedades rurais e empresas no setor agropecuário, além de apoiar iniciativas que melhorem a competitividade do agronegócio.
Renê Garcia Junior, diretor-presidente do BRDE, ressaltou que os resultados evidenciam a importância do banco como um parceiro duradouro para o setor produtivo. “O Plano Safra atua como uma ferramenta crucial para transformar planejamento em investimento. Os resultados demonstram que estamos presentes onde o crédito gera impactos diretos: na modernização das propriedades rurais, fortalecimento das cooperativas e expansão das agroindústrias,” comentou.
Além dos produtos específicos oferecidos pelo Plano Safra, o BRDE também mantém o programa Meu Agro. Esta iniciativa proporciona alternativas de financiamento para diversas fases da cadeia produtiva agrícola — desde o fornecimento de insumos até a distribuição e comercialização. O programa cobre aspectos como crédito para armazenagem e irrigação, modernização tecnológica e apoio a cooperativas agroindustriais.
“O Plano Safra atua como uma ferramenta crucial para transformar planejamento em investimento. Os resultados demonstram que estamos presentes onde o crédito gera impactos diretos: na modernização das propriedades rurais, fortalecimento das cooperativas e expansão das agroindústrias,” afirmou Renê Garcia Junior.
BANCO DO AGRICULTOR
No estado do Paraná, as operações do BRDE contam com suporte adicional do Banco do Agricultor Paranaense. Este programa estadual oferece subvenção econômica para diminuir os custos dos financiamentos direcionados a projetos agrícolas.
A proposta prática dessa iniciativa é equalizar parte dos juros em financiamentos destinados a agricultores familiares, cooperativas e associações. Isso inclui projetos estratégicos nas áreas de irrigação, energia renovável e modernização produtiva. A política também abrange atividades pecuárias com foco na cadeia leiteira, contemplando investimentos em matrizes e infraestrutura necessária.
Quando combinado com as condições oferecidas pelo Plano Safra, o Banco do Agricultor Paranaense pode proporcionar uma significativa redução nos custos finais dos créditos. Para determinadas linhas específicas dentro da programação estadual, é possível oferecer juro zero aos beneficiários enquadrados no Pronaf e às cooperativas familiares. Nas demais modalidades de financiamento disponíveis pelo banco estatal, os benefícios podem resultar em uma diminuição considerável dos encargos financeiros — com abatimentos que podem chegar até cinco pontos percentuais conforme o porte do beneficiário e a atividade financiada.
Heraldo Neves, diretor Administrativo do BRDE, destacou que essa iniciativa potencializa a eficiência do crédito rural no Paraná. “O Plano Safra estabelece uma base nacional sólida para financiamento agrícola enquanto o Banco do Agricultor Paranaense complementa essa estratégia localmente ao proporcionar melhores condições aos investidores,” declarou ele.
NOVO CICLO
No cenário nacional está previsto um aporte total de R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial durante o novo ciclo do Plano Safra 2026/27. Adicionalmente, aproximadamente R$ 83 bilhões estarão disponíveis especificamente para linhas voltadas à agricultura familiar no país. As condições operacionais desse novo ciclo — incluindo taxas de juros e critérios de elegibilidade — serão ajustadas pelo BRDE conforme as regulamentações das fontes financeiras forem definidas nas próximas semanas.
