A cidade de Guarapuava teve um início auspicioso em 2026 no que diz respeito à geração de empregos com carteira assinada. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta terça-feira (3), o mês de janeiro fechou com um saldo de 283 novas vagas no mercado de trabalho guarapuavano.
Este número é resultado de 2.549 contratações e 2.266 desligamentos no primeiro mês do novo ano. O estoque mensal é de 47.292 empregos, com uma variação positiva de 0,60%.
Com exceção do setor de comércio, que encerrou janeiro no vermelho (-125 vagas), os demais setores pesquisados pelo Caged tiveram um desempenho positivo nesse período. Destaca-se o setor de serviços, com a geração de 166 novos postos de trabalho formal. Em seguida, temos a agropecuária (124), construção (71) e indústria (47).
Em contrapartida, durante todo o ano de 2025, a cidade teve um saldo negativo de -375 empregos com carteira assinada. Apenas dois setores apresentaram um desempenho positivo: serviços, com a criação de 537 novas vagas; e construção, com +9. Já os setores de indústria, agropecuária e comércio perderam, respectivamente, 611, 179 e 131 postos, de janeiro a dezembro.
Antes do crescimento de janeiro de 2026, Guarapuava havia registrado um resultado de -305 empregos em dezembro do ano anterior.
SALÁRIO
O salário médio real de admissão em janeiro de 2026 foi de R$ 2.389,78 em todo o país. Esse valor representa um aumento de 3,3% em relação a dezembro de 2025. Na comparação com janeiro do ano anterior, o crescimento foi de 1,77%, já levando em consideração os efeitos sazonais.
Dos empregos gerados no mês, 58% são considerados típicos e 42% não típicos. Entre os não típicos, destacam-se contratações via CAEPF, principalmente na agricultura da soja, admissões com jornada de até 30 horas semanais e aprendizes.
O salário médio dos trabalhadores típicos (R$ 2.428,67) ficou 1,6% acima da média geral. Já entre os não típicos, o valor médio foi de R$ 2.136,37, 10,6% abaixo da média.
O Paraná obteve a sexta posição nesse quesito, com salários de R$ 2.343,75. Os estados líderes nesse aspecto foram São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso e Distrito Federal.
PARANÁ
O estado do Paraná começou o ano de 2026 com um saldo positivo de 18.306 novos empregos formais registrados em janeiro, de acordo com o Caged. Esse resultado corresponde a 16,3% de todas as 112.334 vagas abertas no Brasil no período. O Paraná ficou como o 4º estado brasileiro com melhor resultado, muito próximo dos três primeiros colocados.
Apenas Santa Catarina (19.000), Mato Grosso (18.731) e Rio Grande do Sul (18.421) ficaram à frente do Paraná, com uma diferença de apenas 694 vagas em relação ao primeiro colocado. Já comparado com São Paulo (16.451), Goiás (10.733) e Minas Gerais (7.425), próximos na lista, as diferenças são maiores, de 1.855, 7.573 e 10.881, respectivamente.
“Esse resultado demonstra o dinamismo da nossa economia, aliado a um bom cenário proporcionado pelo Estado para quem quer investir e empreender, gerando emprego, renda e dignidade para o povo paranaense”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “O melhor programa social que existe é o emprego, por isso incentivamos a vinda de novas empresas, tornando o Paraná uma referência nacional em empregabilidade”.
O saldo paranaense em janeiro é resultado de 178.199 admissões e 159.893 desligamentos no período. Com exceção do comércio, os outros setores tiveram um saldo positivo na geração de empregos. Serviços registrou 9.859 novas vagas de emprego preenchidas no mês de janeiro, seguido por construção, com 5.447; indústria, com 4.692; e agropecuária, com 515.
O Caged também apresenta o acumulado dos últimos 12 meses, de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026. Foram 81.931 novos postos de trabalho nesse período de um ano, na série ajustada. O estoque de vagas no Paraná foi de 3,3 milhões em janeiro.
BRASIL
O Brasil criou 112.334 novos postos de trabalho com carteira assinada em janeiro, de acordo com os dados do Caged. Esse resultado é a diferença entre 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos registrados no mês. Com isso, o país passou a ter mais de 48,5 milhões de empregos formais ativos.
No acumulado dos últimos 12 meses, de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026, o saldo foi de 1.228.483 novos empregos formais. Nesse período, o estoque total de empregos cresceu 2,6%, passando de 47.349.496 para 48.577.979 trabalhadores formalizados.
Quatro dos cinco principais setores da economia apresentaram crescimento no mês. A Indústria teve o melhor resultado, com a criação de 54.991 vagas. Além disso, os setores de Serviços (40.525), Construção (50.545) e Agropecuária (23.073) também tiveram saldo positivo. Apenas o Comércio registrou uma redução (-56.800), movimento explicado pela sazonalidade pós-festas de fim de ano.
Regionalmente, 18 das 27 Unidades da Federação tiveram saldo positivo. Os maiores avanços foram verificados em Santa Catarina (+19.000), Mato Grosso (+18.731) e Rio Grande do Sul (+18.421). Em termos percentuais, Mato Grosso apresentou o maior crescimento (1,9%), seguido por Santa Catarina (0,7%) e Goiás (0,7%).
